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ESG deixou de ser reputação. Tornou-se gestão de risco.

  • 10 de jul.
  • 2 min de leitura

Por muitos anos, o debate sobre ESG esteve associado principalmente à reputação corporativa. Empresas adotavam práticas relacionadas a governança, sustentabilidade e responsabilidade social como forma de fortalecer sua imagem institucional, atender expectativas de mercado e gerar valor para suas marcas.


Essa realidade mudou.


Cada vez mais, questões relacionadas a ESG passaram a integrar a análise de riscos das organizações e a influenciar decisões jurídicas, financeiras e estratégicas.


O tema deixou de ocupar apenas os departamentos de comunicação ou sustentabilidade. Hoje, está presente em discussões sobre contratos, compliance, governança corporativa, operações societárias, responsabilidade de administradores e acesso a capital.


Essa transformação acompanha uma mudança importante na forma como investidores, instituições financeiras, órgãos reguladores e o próprio mercado avaliam riscos empresariais.


Em processos de due diligence, por exemplo, práticas relacionadas à governança corporativa, gestão de fornecedores, controles internos e conformidade regulatória passaram a receber atenção crescente. O mesmo ocorre em operações de fusão e aquisição, nas quais potenciais passivos relacionados a essas matérias podem impactar diretamente o valor e a viabilidade do negócio.


O acesso a crédito também vem sendo influenciado por essa nova lógica. Instituições financeiras têm ampliado a análise de fatores relacionados à governança e à gestão de riscos como parte dos critérios de avaliação empresarial.


Além disso, cresce a preocupação com a responsabilidade de administradores e membros de conselhos. A ausência de mecanismos adequados de supervisão, controle e gestão de riscos pode gerar questionamentos que ultrapassam a esfera reputacional e alcançam consequências jurídicas concretas.


Nesse cenário, ESG passa a ser compreendido menos como uma agenda de posicionamento institucional e mais como uma ferramenta de gestão empresarial.


A discussão deixa de ser sobre imagem, passando a ser sobre exposição, atuação consciente e proativa da sociedade empresária. Além de ser uma tendência corporativa, o ESG vem se consolidando como um elemento relevante na estrutura de governança e na gestão jurídica das empresas.


Ignorar esse movimento significa analisar riscos com uma lente que já não corresponde à realidade do mercado


O escritório Canto & Eidelvein Advogados está à disposição para esclarecer dúvidas relacionadas à esta notícia e a qualquer assunto relacionado à área


Jorge do Canto 

Advogado e sócio do escritório Canto & Eidelvein Advogados, especialista em Direito Empresarial. 

 
 
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